A Insta Era



O Instagram é um dos aplicativos de celular mais utilizados nos últimos tempos. É uma rede social interessante, simples, amigável e viciante. Quanto mais você navega pelo aplicativo olhando fotos alheias, mais você quer navegar. Você acaba se interessando em saber o que aquele seu amigo fez durante as férias ou com quem aquele famoso está namorando, através das fotos publicadas por eles mesmos pelo aplicativo. Mas já parou pra pensar como e por que o sistema dessa app deu tão certo e ganha milhares de adeptos por dia?

Talvez o combo “interesse pela vida alheia+rede social” seja um dos motivos do sucesso. Mas a onda agora é transformar a própria conta em uma vitrine online da sua vida. O que antes foi criado para compartilhar momentos, agora se torna um poderoso meio de ganhar dinheiro e notoriedade na sociedade. O app continua o mesmo, só a função do seu sistema que mudou. O ato de publicar uma foto no Instagram acabou se tornando um meio de entrada (a própria matéria-prima do app) junto com a saída.

Ao mesmo tempo que a foto entra no aplicativo, ela “sai” e circula o mundo todo. Quebra as barreiras de sua rede de amigos e chega até a desconhecidos, caso seu perfil não seja privado. O fato é: todos amamos o Instagram e seu jeito prático de compartilhar momentos. Mesmo sabendo que no mundo virtual muita coisa é e pode ser editada.

Esse texto eu não escrevi aqui pro blog. Na real, escrevi pra um trabalho da faculdade. Mas como esse espaço aqui estava muito desatualizado, resolvi postar. Talvez eu apague um dia.

Sobre e s c r e v e r

Unsplash

Opa, um assunto que eu quero escrever.
Acabei de planejar metade do texto, na minha cabeça.
Ih, preguiçinha de ligar o pc e escrever.
Beleza, dá pra escrever nas Notas do celular.
Olha só, mensagem no Whats! Vou ler.
Hum, o Instagram deve estar cheio de fotos pra eu ver. Vou entrar.
Oh céus! Quanta gente bonita vivendo tantas coisas legais...
Caraca! Meu Snap deve ter um monte de história dos outros pra eu ver. Ok, só uns 10 minutinhos e eu saio.
Eita, vídeos novos no Youtube. E são de youtubers que eu gosto... Ah, vou ver.
Bateu uma vontade de assistir um Ep daquela série boa... Ixi mas 45 minutos é demais né? Vou ver um pouco agora e depois assisto o resto.
Vou aproveitar e colocar uns filmes e séries na lista do Netflix pra eu assistir depois.
Ah é, o assunto que eu quero escrever ainda está na minha cabeça. Vou ligar o pc.
Mas antes de abrir o bloco de notas, vou dar uma olhadinha no e-mail...
No Facebook...
Deus é mais, que gente chata! Vou parar de seguir.
Ah não, de novo esse assunto?
Não, eu não vou comentar amém no seu post só pra dizer que acredito em algo.
Hahahahaahah esse vídeo foi bom! Vou curtir.
Mais um vídeo? Esse vou compartilhar. Muito bom!
Vou aproveitar e entrar no Spotify pra colocar uma boa música pra tocar.
Opa, essa música é boa mesmo. Vou até fechar o olho.
Ixi, a bateria tá acabando... Vou desligar o pc e ler um livro.
E agora, qual dos 3 vou ler?
Beleza, você foi o escolhido da vez.
20 minutos depois...
Olha só, mensagem no Whats! Vou ler.
Agora uma olhadinha no Pinterest...
Ué e o texto que eu queria escrever?
Ah já perdi o pique, talvez não seja realmente necessário eu escrever sobre esse assunto.

9 wallpapers para celular com frases maneiras

 

Alô, alô amigos! Estava dando uma olha no Pinterest, como sempre, e resolvi caçar alguns wallpapers com frases legais e compartilhar com vocês. Aliás, podem me seguir lá também viu! Meus painéis são super inspiradores, legais, diferenciados, show, topissimos (aquelas marketeiras ruins).

A grande maioria é para iPhone 6 mas serve pra maioria dos celulares... Pelo menos no meu humilde LG serve :) 

Ahhh, não se esqueçam de clicar na imagem, antes de salvar, pra que ela abra e fique maior!

     wallpaperdont kill my vibe






7 músicas para cantar no karaokê -ou no chuveiro- parte 2


Alô, alô amigos! Estava dando uma olhada nos meus posts antigos e daí lembrei desse ''meme'' do Rotaroots e resolvi resgatá-lo com mais músicas. Pude perceber, olhando esse post antigo, que coloquei muita música rockzinha e cult demais para soltar a franga no chuveiro, ou no karaokê. Por isso revolvi fazer essa versão 2.0! Então vamos para as músicas do show.



Ok, eu sei que é inglês mas pode abusar do árabe viu? hahah E não podia faltar Bieber né mores?! Fora que ela é chiclete e fácil de cantar (e interpretar heheh)



PELO AMOR DE DEUS, SE FOR INSEGURANÇA, TIRA DO TEU CORAÇÃO!!! Essa música eu peguei lá do fundo do baú hein? Mas é boa demais. "Golden era" do pagode hahahaha


Podia ter colocado Work porque tá bombando? Podia mas né, work work work work é boa pra dançar e Take A Bow é ótima pra cantar e fazer um teatro.


Confesso que comecei a rir quando coloquei ela no youtube e pensei "não acredito que vou postar essa no blog". Ah galera, QUEM NÃO SABE CANTAR ESSA MÚSICA NÉ? Bagaceira mesmo.


Aproveitando a onda de sertanejo... Um clássico né pessoal? C L Á S S I C O


E falando em clássicos: saudades Michael! Tinha até me esquecido do quanto as músicas dele são boas. Vale tentar imitar ele na dancinha, beleza?


Essa música nunca fica velha! Boa também pra soltar a voz.

E aí, quais são as músicas legais pra cantar no chuveiro, ou karaokê, pra você? Me conta!

Uma nota sobre: Se enlouquecer, não se apaixone.


   Daqueles filmes que você pensa: "Mais um combo adolescentes+problemas+paixão, quão blasé!". Pois é, mas vou confessar aqui pra você que adoro filmes adolescentes e não vamos discutir sobre isso aqui. O filme em questão trata de um garoto que tenta se suicidar e acaba indo, por conta própria, para um hospital em busca de tratamento. 

Chega a ser estranho em como eu me identifiquei com o personagem principal, tirando a parte do suicídio. Sabe o negócio de problematizar demais as coisas e acumular ansiedade? Então, é meio isso que ele faz e que eu faço. É um drama que muita gente, principalmente os jovens, vivem. O lance de ter que conquistar muita coisa, viver muita coisa e parecer ter pouco tempo. 

O filme é bom. É engraçadinho, leve e com romance. Aliás, nem mencionei a parte romântica porque não me prendeu muito apesar de adorar a Emma Roberts.




Eu não serviria para ser uma Digital Influencer

Maju Trindade
Nessa era digital que vivemos, ser famoso na internet e ganhar dinheiro por causa disso é um grande feito. Receber umas blusinhas da Adidas, uns tênis da Nike, umas bolsas da Coach, umas maquiagens da M.A.C ou até umas capinhas de celular da GoCase pode ser algo maravilhoso. E realmente é. Imagine você conseguir que grandes marcas do mercado, ou até as pequenas, te notem e acreditem que você pode trazer algum benefício para elas.

Acompanho muita gente que influencia uma legião de pessoas na internet. Seja no Instagram, no Youtube, no Facebook ou SnapChat sempre tem alguém que é conhecido e recebe vários mimos por semana. Gente que trabalha com a própria imagem na internet e ganha muito por isso. O tal do marketing pessoal, sabe? Uma galera que soube investir em si mesmo e se transformar numa vitrine ou numa marca, e que consegue render uma graninha por isso. Além das tais marcas, que apoiam essas pessoas, renderem muito mais.

E tem algo de errado nisso? Você acha que é errado receber umas blusinhas da Adidas só por ser famoso em alguma rede social, ou em todas as redes sociais? Não acho que seja. Mas também não sei se eu serviria pra isso. Óbvio que eu ia amar receber um monte de coisa e saber que alguma empresa acredita no meu poder de influência. Ia amar receber uns Air Max, uns moletons, uns lanchos do Mc Donalds, umas maquiagens da Urban Decay e etc. Quem não amaria? Não fazer "nada" e ainda sim receber presentes...

Esse é o problema. Os influenciadores não fazem nada, eles fazem muito. Ficam conectados pelo menos uns 70% do seu dia, postam várias fotos, gravam vídeos, escrevem coisas, estão sempre sendo "vigiados" virtualmente. Não basta ser só uma carinha bonita e já era. Tem que produzir alguma coisa, tem que cativar seus seguidores, tem que dialogar, tem que se mostrar, tem que mostrar onde está ou onde foi, tem que mostrar o seu lifestyle e fazer com que pessoas se interessem nele e queiram ser você (ou ao menos usar as coisas que você usa).

Eu estou sempre conectada mas nem sempre "produzindo" conteúdos. Gosto do Snap e faço alguns mas não é sempre. Gosto do Instagram mas não é sempre que posto foto. Gosto do Youtube mas nunca nem postei um vídeo. Estou mais pra consumidora de conteúdos do que produtora. Não consigo ficar gravando Snap quando eu saio, quando vou comer fora, quando estou com amigos numa social e nem nada. Aliás, se as companhias forem interessantes, aí é que esqueço meu celular. Não tenho obrigação de mostrar o que estou fazendo, assistindo ou comendo. Não preciso ter essa obrigação e não me sinto tão diferente ou legal ao ponto de servir como referência. Talvez seja por isso que eu não serviria pra ser um Digital Influencer.

Uma nota sobre Ilha do Medo

  

   Leonardo DiCaprio, hospital psiquiátrico dentro de uma ilha, suspense, adrenalina e drama são algumas coisas que envolvem o filme Shutter Island, produzido em 2010. Assisti esses dias atrás, por conta do DiCaprio, e fiquei de cara. Um filme que te prende do início ao fim e ainda te deixa um pouco confuso no final. Assustador por mostrar um hospital psiquiátrico com os piores pacientes, além do mesmo ter uma ala especial para os piores dos piores. 

  Não sei se é porque gosto dele mas o DiCaprio fez muito [muito] bem seu papel de "investigador'' com fortes dores de cabeça e com uma bagagem de lembranças bem pesadas. Parece até que a Ilha possui algo mágico que torna todo ambiente carregado, ou estranha, todas as conversas. Engraçado como você passa a desconfiar de todas as pessoas e acreditar nos supostos ''loucos''. Aliás, será que um louco sabe que é louco?

   Isso não é uma sinopse e nem uma crítica, é mais uma nota sobre quão bem produzido foi esse filme. Você preferiria viver como um monstro ou morrer como uma pessoa boa? E não responda de imediato, ou sem antes assistir Shutter Island.

  

O que a Manu me fez pensar

 

   Dia desses me peguei ouvindo todas as músicas do novo EP da Manu Gavassi. E daí comecei a viajar pensando no pouco que conheço sobre a vida dela. A Manu que começou a cantar e postar vídeos na internet, a Manu que tem uma voizinha enjoada, a Manu que é filha do cara que fazia propaganda das Casas Bahia, a Manu que usava umas roupinhas meio "informação demais" com um toque de romantismo. A Manu que namorou o Chay Suede. A Manu que fez uma ponta numa novela das 21h. A Manu que não namora mais o Chay Suede. A Manu que cortou o cabelão e mudou o estilo. A Manu que deu uns pegas no Chace Crawford (vulgo Nate Archibald, maravilhoso, sonho de consumo). A Manu que participou de Malhação. A Manu que gravou um EP novo, produzido pelo Junior (ex Sandy&Junior). 

   Cliquei em um vídeo onde ela estava com uma amiga e o intuito era se maquiar e conversar. Ela já estava maquiada mas beleza, who cares? E então elas começam a conversar sobre a mudança que ela havia passado. E a própria Manu comenta que parece que existem anos em que existe mais mudança e que muita coisa acontece, em comparação a outros anos. Que ela amadureceu uns 5 anos nesses últimos 2 anos, ou algo do tipo. E realmente, ela mudou bastante. Tanto que agora, se eu pudesse, pegaria todas as roupas e acessórios dela pra mim. 

   Outra coisa que eu pegaria dela é a atitude. Uma garota que escreve uma música que só falta colocar o nome do Chay e resolve gravar no EP e veicular essa música, sem medo de ser feliz. Uma garota que não tem problema em ser fora do padrão gostosona/kardashian. Uma garota que mudou mas não do dia pra noite. Uma garota que mesmo sendo figura pública, não se expõe tanto em redes sociais e implora atenção. 

   Não sou fã de Manu Gavassi porém ela me fez pensar e repensar em várias coisas enquanto eu pesquisava suas músicas e suas fotos no instagram. Eu posso ser quem eu quiser mas é muito mais proveitoso eu ser honesta comigo mesma, tirar um tempo pra pensar em mim e nas coisas que quero realizar, ser mais eu e menos padrão de instagram, apesar da Manu se encaixar totalmente nesse último quesito. 

   A Manu sempre foi do tipo romanticazinha, de fazer música pra carinhas que passaram pela vida dela, entretanto, agora ela está na fase "muito bem sozinha obrigada". E percebeu que ela não precisa de algum tipo de namorado pra estar feliz e conseguir viver. Eu nunca fui do tipo romântica mas isso me fez pensar que eu não preciso buscar pessoas pra ser feliz se eu mesma não estou feliz. Primeiro você tem que se conhecer, se aceitar e aprender a se gostar pra depois abrir o leque e investir em qualquer relacionamento, seja de amizade ou amoroso. 

   Enfim, obrigada Manu Gavassi pela linha de raciocínio que me proporcionou e pelas coisas que me fez pensar. E que eu não esteja numa Farsa ou seja uma farsa.

Sobre começos


Imagem: Unsplash

   Esse mês começo minha faculdade. E o engraçado é que a maioria das pessoas ficam super animadas com a entrada na tal "facul", mas eu não. Não que eu esteja odiando ter que fazer faculdade, talvez só um pouquinho, entretanto parece que vai inciar mais um ciclo como o ciclo que o Colégio foi. Claro que com mais responsabilidades e mais coisas pra fazer. Com mais livros pra ler, mais trabalhos pra fazer, mais noites sem dormir, mais provas pra realizar, mais apresentações, mais xerox, mais ansiedade, mais medo, mais insegurança, mais tudo. 

   Talvez eu não esteja tão animada com a faculdade por causa do curso que vou fazer, ou por causa da própria faculdade mesmo, ou por causa do começo. Acho que não sou muito boa em inícios, sejam eles de projetos, relacionamentos ou etapas. Inícios são ruins. No início eu sou sempre mais tímida, sempre mais trêmula, sempre mais medrosa e sempre mais desanimada. Não em todos os inícios, claro, mas na maioria deles. 

   Enquanto muita gente gosta de novos começos, eu sempre fico com um pé atrás e transbordo receio. Tão jovem mas com uma mente tão pesada. Se eu não pensasse tanto, os começos seriam bem mais leves e amigáveis. Se minha cabeça não explodisse de tanto pensar, sonhar e negativizar (essa palavra existe?) talvez os inícios seriam mais legais e eu estaria super animada com a faculdade.


Programadas para se autodestruir

Imagem: Brooke Cagle

 "- Nossa você está linda!" "- Ah imagina! Olha só como meu cabelo está seco."

 "- Caramba que pele boa!" "- É uma base potente que comprei pra esconder as manchas e espinhas."

 "- Você está com uma barriga chapada hein! "- Que isso... Olha essa gordura quando sento!" 

   Engraçado né? Como sempre temos uma desculpa pra poder acabar com os elogios que recebemos. É tão automático e tão corriqueiro querer diminuir-se diante de algum elogio. Parece até obrigação. 

   Quando recebemos um elogio de um cara, logo tratamos de responder com "existem mais bonitas" ou "você é cego, cara". Pensamos que ele só está falando aquilo porque quer algo a mais. Mas já parou pra pensar que um cara não vai te oferecer um elogio falso quando ele realmente quer algo a mais. Porque se ele te quer, obviamente ele acha você "atrativa" de algum modo e acaba elogiando. 

   E quando aquela amiga te elogia demais? "Hmmm, falsiane. Aposto que pelas costas vive falando mal de mim" Ok, pode até existir as falsianes como também pode existir os elogios sinceros. O que tem sua amiga te elogiar sempre? Você não está acostumada em escutar o que os outros acham legal em você? Pois é, nós não estamos. 

   Chega a ser estranho porque até onde me lembro, na infância, eu e provavelmente você, éramos muito elogiadas. "Quem é a menininha mais linda do papai?" ou "Que cabelo mais lindo minha netinha tem!" ou "Tão bonita e tão esperta! Imagina quando crescer!" Fala aí se você não era elogiada e mimada quando criança. E ainda ficávamos todas cheias com os elogios, nem ''passávamos na porta''. Daí fomos crescendo e parece que a aceitação de elogios foi se esvaindo. 

   E por que essa autodestruição? Por que a sina de querer rebater os elogios dos outros com cargas negativas? Por que pensar que quem se acha bonito é metido ou que não é humilde? Por que todo esse auê afim de acabar com a nossa própria auto estima? Por que simplesmente não aceitar todos esse elogios e fazer uma análise de como nós nos vemos, e de como os outros nos veem? Será que bate as ideias? Será que tanta gente assim está mentindo pra nós? Ou será que estamos mentindo para nós mesmas?